Icatu – Lençois Maranhenses (Trecho 12 da Trilha Amazônia Atlântica)

Sobre o trilho

  • Dificuldade:Moderado
  • Extensão:159.62 km

Icatu marca a nossa história com a famosa Batalha de Guaxenduba - travada na bela praia de Santa Maria - onde os portugueses chefiados por Jerônimo de Albuquerque, vindos de Pernambuco, lutaram contra os franceses para os expulsar de Upaon Açu e ocupar definitivamente o território. A colonização portuguesa do Maranhão e de toda a Amazónia começa em Icatu, que significa – em tupi – “águas boas”. Águas boas é o que não falta nesta região, que inclui também os municípios de Axixá, Morros e Primeira Cruz. Os rios Munim e Itapecuru nascem no meio do Cerrado do sertão maranhense, mas, ao aproximarem-se da costa, tornam-se plenamente amazónicos. No extremo limite leste do bioma, as paisagens de flora e fauna amazónicas encontram o Cerrado. Num dos seus principais afluentes – o rio Una – de águas transparentes, um passeio náutico revela a um olhar atento a mudança abrupta da mata ciliar à medida que se aproxima da sua foz no rio Munim - do Cerrado à exuberância amazónica. É precisamente neste encontro de duas grandes regiões biogeográficas diferentes que a Trilha Amazônia Atlântica termina (ou começa). A Reserva Extrativista Marinha Baía do Tubarão – a maior do país – abrange territórios de Icatu e Humberto de Campos e situa-se precisamente entre São Luís e os Lençóis Maranhenses. Numa simbologia geográfica e até poética, a maior Trilha sinalizada da América Latina, que contorna o Litoral Amazónico do Brasil, encontra-se com o Litoral Setentrional do Nordeste, que vai do litoral leste do Maranhão até ao Rio Grande do Norte. É neste ponto de transição que os grandes e contínuos mangais e ilhas de um litoral muito recortado vão cedendo espaço ao maior campo de dunas costeiras do Brasil, que se enche de milhares de lagoas de águas transparentes no período chuvoso – o Parque Nacional Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro.

Mapa

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